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O som das letras
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Textos. Apenas textos escritos por mim e por música. A música das letras. Comments: Sexta-feira, Março 24, 2006 UMA ODE A CAMILA Teus olhos, tua boca, teu corpo Teu conjunto faz até o mais sóbrio dos homens persegui-la, Camila. Tua voz, teu jeito, trejeitos O seu leve andar, o seu breve ardor, me obrigam a consegui-la, Camila. E teu sorriso, teu sono, teus vícios Tudo faz com que eu tente cada dia mais possuí-la, Camila. Camila, menina Menina, mulher Camila, minha sina Sina tu és. És minha vida, minha sina, minha melhor amiga Meu amor, meu calor, meu humor, meu sabor És minha. Te amei, te amo e te amarei Contigo o resto da vida permanecerei E isso eu posso garanti-la, Camila. Uma homenagem a Camila mais importante deste mundo: a minha. postado por: HENRIQUE ROJAS 9:16 AM Comments: Terça-feira, Março 21, 2006 SE EU QUISESSE SER POETA... Se eu quisesse ser poeta, eu teria feito Letras Mas como sou publicitário, faço layout com tetas. Se eu quisesse ser poeta, eu faria mil sonetos Mas como sou publicitário, faço anúncios e folhetos. Se eu quisesse ser poeta, leria Pablo Neruda Mas como sou publicitário, leio piada cabeluda. Se eu quisesse ser poeta, meu hobby seria pólo Mas como sou publicitário, é futebol que eu adoro. Se eu quisesse ser poeta, me isolaria em meio a natureza Mas como sou publicitário, uso Mac e como na mesa. E se eu quisesse ser poeta, escreveria versos sem mais parar Mas como sou publicitário, tenho job para finalizar! Em suma a diferença, entre publicitário e poeta, É que eles se contentam com o ar e eu preciso de moeda. postado por: HENRIQUE ROJAS 2:32 PM Comments: Segunda-feira, Março 20, 2006 O ERRO A gente erra. Não gosta de errar, mas erra. O artilheiro perde gol, o médico calcula mal o corte, a dona de casa erra a mão no tempero... a gente erra mesmo. Mas independentemente de qual seja o erro, e as suas consequencias, o pior erro é o do coração. O amor envolve muita emoção, muito querer, muita paixão; e também envolve muito temer, muito tremer, muita precipitação. A falha mais destrutiva é mesmo a do coração. Porque o atacante vai ter outros jogos pela frente, a dona do lar ainda terá muitos outros jantares a fazer, e até o médico muitas vezes tem tempo de consertar o que fez de errado poucos segundo depois. O que nem sempre ocorre com o coração. O coração não permite falhas. A falha do coração machuca o peito, dilacera a carne, e dá muita dor de cabeça. A falha do coração faz até o mais feliz dos seres humanos ajoelhar e chorar. Faz o mais risonho dos seres se afogar em lágrimas. Faz o mais sensato dos homens, se esparramar em desculpas. É o erro que mais dói. E, por isso mesmo, o que não pode acontecer. Mas acontece. E aí cabe ironicamente ao mesmo coração decidir o que fazer, O perdão é uma virtude sagrada, assim como também é viver sem sofrer. postado por: HENRIQUE ROJAS 12:11 PM Comments: Quinta-feira, Março 16, 2006 O CENTRO DA ROSA DOS VENTOS Da rosa dos ventos, o que menos gosto é do centro. Ao norte tem mais calor, mais chuva, mais ritmo; e portanto mais praia, mais jogar bola encharcado, e mais samba. Ao sul tem mais frio, mais pontualidade germânica, mais chopp; e, em assim sendo, mais chocolate quente, mais organizacão, e mais festa. A leste tem diversidade de povos, de comida, de dialetos; existindo assim mais cultura, mais miscigenação, e mais "confusão organizada". A oeste tem diversidade de festas, de clima, de ares; ou seja, mais alegria, aleatoriedade, e lugares. Me pergunta o mal-humorado: "E no centro, não vai nada?" Vai. Vai uma calmaria desvairada, inútil e inapropriada. Vai um bando de gente bem vestida, terno e taier, com malas nas mãos e mãos nos bolsos alheios. Vai gente de gravata e farda, até de cueca, com a cara lavada e lavando dinheiro. É por isso, meu amigo, que eu não gosto do centro da rosa dos ventos. postado por: HENRIQUE ROJAS 12:48 PM Comments: Sexta-feira, Março 10, 2006 ISMOS E INAS [Jota]: Os Ismos e as Inas ainda acabam com o Mundo. ROJAS: Que o digam o fanatismo e as aspirinas. [Jota]: O egoísmo, a cocaína... ROJAS: A Maracugina! [Jota]: A própria vagina! ROJAS: Os americanos falam muito em islamismo e carníficina. [Jota]: E o imperialismo? O fanatismo? O levianismo? ROJAS: Sem falar no racismo e na gasolina. [Jota]: A própria Regina, gente fina... ROJAS: Mas você sabe. Foi a adrenalina, o consumismo... [Jota]: E o anarquismo, o comunismo... ROJAS: O vandalismo! [Jota]: As belas meninas... ROJAS: Mas que altruísmo! [Jota]: Devem ser as propinas. Papo virtual, "coisa de bar", entre o mestre Jotinha e eu. Maravilha! postado por: HENRIQUE ROJAS 4:03 PM Comments: Terça-feira, Março 07, 2006 EGO Walter tinha um ego de estimação. Mas não era qualquer ego. Era um ego realmente grande, desses que podem encher uma sala sozinho. Desses que fica esbarrando em você e incomodam bastante. Ninguém gostava. Só que o ego era de Walter e ele o adorava. Idolatrava. Seus pais tentaram se desfazer de tal, os amigos também, as sucessivas namoradas idem. Nada feito. Walter gostava mesmo de seu ego. E cuidava dele como se fosse a coisa mais importante do mundo. Levava para passear, mimava, alimentava diversas vezes ao dia. Walter tinha tudo para viver anos e anos feliz com seu "pequeno" e fiel ego. Um dia, porém, Walter começou a dar com a cara na porta. Procurava os amigos, a família, a ex-namorada, colegas de trabalhos... ninguém o recebia ou aturava por mais de 5 minutos. Ficou preocupado, horrorizado. Havia perdido seu ego. Procurou por toda a casa. Em cima da TV, em cima do armário, em cima da mesa, sempre em cima. O desespero tomou conta de Walter. E eis que, de repente, ele reecontrou seu ego. Escondido de baixo da cama. Walter tentou pegá-lo, mas seu ego corria e corria, derrubando estantes, quadros e sujando a parede. Quando finalmente conseguiu agarrá-lo, seu ego já estava do tamanho de um filhote. E ele chorou. E ele dormiu. E ele acordou. E quando acordou, fez um cafuné rápido em seu ego e saiu de casa tranquilo. Era outra pessoa. Vai, Walter, vai viver sua vida. postado por: HENRIQUE ROJAS 11:42 AM
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