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O som das letras
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Textos. Apenas textos escritos por música. A música das letras. Comments: Quinta-feira, Maio 12, 2005 JUST DO IT No início eram ajudantes. Então, passaram a ser auxiliares. Daí começou com a história de estágiario. E começou a ficar manjado. Foi aí que mudaram para Trainee (chique, não?). A verdade é que, cada vez mais cedo, a garotada entrava no mercado de trabalho. Era com 20 e poucos, depois 18, então 15... hoje, tem guri de 10 anos trabalhando em empresa. É o chamado "Molde Nike". Pegam um garotinho inexperiente, dão um trabalho e um salariozinho e pronto! O garoto se sente últil, ganha umas verdinhas e não reclama de trabalhar 12 horas por meio período (meio período de dia, claro!). E aí de quem não entrar nessa. Ou é filho de empresário ou morre de fome. Mãe, quero trabalhar só aos 18. Por enquanto quero estudar. Que nada, moleque vagabundo! Pára de chorar e carimba esse reles 180 documentos... Experiência, oportunidade... Tudo balela. Ah, se soubéssemos! postado por: HENRIQUE ROJAS 4:19 PM Comments: CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS Pequim, outubro de 2057. - Atchim! - Aaaaaaaaaaaaaaaah... - Xi, lá se foi mais um pro mar. - Já falei pra você nã espirrar Chyiang! - Desculpa, não deu pra... pra... aaaaatchim! - Aaaaaaaaaaaaaaaaaah... São Paulo, 2048. - Mãe, quero ir no banheiro! - Nã-nã-ni-na-não. Você sabe o quanto é perigoso sair da sala a essa hora! Onde já se viu querer passear pela casa em plenas duasda tarde... - Mas, mãe... - Faz no penico! Nova York, 2061. E pelo 56º ano seguido, os Estados Unidos atacam um país qualquer do Oriente Médio-Asiático-do-Sul-Nortista. Na Casa Armada Branca... - Sr. Bush IV, não acha cedo demais para bombardear o Cansadiquistão? - Claro que não! A gente fica nessa, daqui uns vinte anos eles juntam uma graninha, lembram das aulas de história do titio Osama e BAM! postado por: HENRIQUE ROJAS 2:18 PM Comments: Quarta-feira, Maio 11, 2005 MATILDE Deu no New York Times. E deu também no abajour. Deu na parede, no vaso e, é claro, no retrato de Matilde. Estava tudo acabado entre eles. A relação parecia tão bela e duradoura que ele não espereva por essa. Um telfonema, rápido - para ele, aliás, monossilábico. Saiam sempre juntos, estavam sempre sorrindo, cercados daqueles coraçõezinhos que pairam no ar com fadinhas... ai, ai, o amor! E deu na TV. E também no rádio. Além de ter dado no sofá e, de novo, no retrato da Matilde. Como podia terminar tão rápido? Era tão injusto tudo aquilo! Ele era a vítima... claro que era! Droga! Por quê?! Tudo corria tão bem, era tudo tão azul. Mas veio o telefonema. - Alô, Rui? Não faça perguntas. Estamos com a Matilde e exigimos R$50 mil por ela. Estava tudo acabado. E, com sua mão fechada, deu na estante. postado por: HENRIQUE ROJAS 5:46 PM
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